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O fim dos orelhões no Brasil

  • Foto do escritor: giovannamoliveira
    giovannamoliveira
  • 30 de abr.
  • 2 min de leitura

A remoção completa está prevista pra 2028, mas o sumiço dos orelhões já começou


Você se lembra de usar um orelhão? O pessoal que nasceu no começo do milênio com certeza lembra de usar fichas telefônicas ou fazer ligações a cobrar nos telefones públicos (e eu sei que você cantarolava "tem pobre ligando pra mim" enquanto esperava a chamada). Nos anos 2000, os orelhões eram praticamente indispensáveis porque a gente não tinha fácil acesso a celulares, mas hoje em dia é cada vez mais difícil encontrar orelhões funcionais pelo país.

2026 marca oficialmente o início do fim dos orelhões: depois de mais de 50 anos de serviço, os telefones públicos começaram a ser removidos de todo o território brasileiro a partir de 1º de Janeiro de 2026.

Antes, esse era um serviço público essencial prestado por 5 empresas: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica, dependendo da região do país. Só que com a popularização do celular, esse serviço caiu em desuso na maior parte do país, fazendo com que as empresas perdessem o interesse em manter o investimento nos aparelhos. A lei 13.879/19 mudou a Lei Geral de Telecomunicações, permitindo às empresas encerrarem seus contratos antes do esperado e desinstalarem os telefones públicos.

Em 2020, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) tinha registrado mais ou menos 202 mil orelhões nas ruas, mas hoje (abril de 2025) o registro é de só 33 mil aparelhos no país todo. E muitos deles nem funcionam totalmente.

Apesar de sumidos nas capitais, ainda tem lugares em que o serviço funciona, tipo em áreas mais rurais em que o sinal de celular ainda pode ser meio fraco. Mas mesmo assim, eles não vão durar muito :(

O fim oficial está previsto pra 2028, sendo também fim de um patrimônio brasileiro, já que toda a arquitetura dos telefones públicos foi pensada no Brasil. A arquiteta responsável, Chu Ming, trabalhava no Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira (CTB) quando elaborou a cabine em forma de ovo. E apesar de ser ótimo pra fugir do sol e da chuva, também funcionava pra abafar o ruído nas ligações.

Pros nostálgicos, é triste pensar que as gerações futuras nunca vão passar um trote usando os telefones públicos ou colar adesivos para marcar que “estiveram aqui”, só conhecerão os orelhões por filmes e séries antigas.

A parte boa é que agora, o investimento das empresas vai ser direcionado a melhorias para sinais de internet e celular. E aí? Vai sentir falta dos nossos orelhões?









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